O Esperanto na Unilab

A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, a despeito da premissa institucional de sua cooperação solidária internacional na perspectiva lusófona – de integração acadêmica, política, cultural, econômica e social com os países parceiros membros da CPLP -, inegavelmente marca-se em seu ambiente privilegiado e multirreferenciado de integração intercultural também por sua diversidade linguística, haja vista a polifonia das lusofonias dos integrantes de seu projeto, em suas diversas outras experiências e expressões de línguas internacionais (dos diversos crioulos dos países africanos, do tétum timorense, além do Inglês, do Francês e do Espanhol).

Nesse cenário em que se busca a inclusão de toda a comunidade em valorização do intercâmbio privilegiado da diversidade (para além de quaisquer fronteiras nacionais), o Esperanto – como Língua Neutra Internacional – corresponde a um instrumento muito valioso de interação da comunidade unilabiana e da CPLP com as demais associações, organismos e parcerias internacionais: como mais um instrumento de divulgação das políticas de ações e de estreitamente entre África e Brasil, tendo em conta ainda a pluralidade de línguas étnicas e coloniais dos 54 países africanos, para além dos lusófonos, com os quais igualmente a Unilab pretende estabelecer relações acadêmicas e culturais. Nessa perspectiva, o Esperanto pode se revelar uma excelente saída de aproximação, como alternativa ao Inglês, ao Francês e mesmo ao Português.

Diga-se que há experiências piloto de um núcleo esperantista na Unilab desde o ano de 2013, iniciado por mim e pelo ex-servidor Paulo Silas. Foi ofertado à comunidade em 2014 um curso de Introdução à Língua Internacional, aos sábados, com duração de 60h/a, com enfoque no método direto, do qual participaram 16 estudantes, entre brasileiros e estrangeiros. Dois aprenderam tão bem a língua, que se inseriram nas diversas comunidades internacionais esperantistas e um deles se tornou monitor. No mesmo sentido já foi ofertada no Trimestre da Integração (2015.4) uma Oficina de Introdução à Língua Internacional Esperanto, oportunidade na qual participaram 22 alunos da comunidade acadêmica dos diversos cursos, entre os quais oito eram estudantes internacionais da Guiné-Bissau e de Cabo Verde.